Pisquilinha está mil com o
Valentine's Day. Ela decorou tudo por aqui com corações e escreveu cartões para os coleguinhas. Na escola, haverá muitas atividades e por todo canto, é comum as pessoas vestirem roupas vermelhas.
Rosas vermelhas, bolas vermelhas, caixas de chocolate, bichinhos de pelúcia... Com o frio que vem fazendo, eu acho que também acenderemos a lareira.
Eu aprendi a preparar pão catalão, ou pão com tomates, com um espanhol que namorava minha amiga Argentina. Ele era 20 anos mais velho que ela e cozinhava como ninguém. Tudo que ele preparava era assim simples, mas de sabor e aroma irresistíveis.
Nesse caso, é só esquentar o pão no forno. Depois, esfregar um dente de alho nas fatias bem quentes e, em seguida, um tomate cortado ao meio até o pão ficar rosado. Por fim, regue com azeite de oliva extra-virgem e um pouquinho de sal.
Cacio & PepeEspaguete
Queijo pecorino ralado
Pimenta do reino moída
Sal a gosto
Prepare o espaguete em bastante água com sal. Escorra e trasfira para uma tigela. Acrescente um pouco a água do cozimento, bastante queijo e a pimenta do reino. Se necessário use mais água do cozimento para formar um molhinho cremoso. Misture bem e sirva imediatamente.
Vez por outra, eu me aventuro no mundo da proteína vegetal texturizada (PVT). Eu não digo que fica "igualzinha à carne", como dizem por aí, mas a PVT é um bom veículo para as especiarias e temperos.

Muitos indianos afirmam que tem excelente valor protéico e a usam de forma frequente e muito criativa. Ao contrário do que parece, a textura é macia e bem agradável.
Nesse pulao, usei apenas cenouras, mas dá para usar uma variedade de verduras. Eu gosto de moer o cravo e a canela para intensificar o sabor. Há quem os utilize inteiros, só para aromatizar o arroz de leve. Se não houver disponibilidade do
cardamomo negro, pode-se utilizar o comum. No entanto, o sabor ficará bem diferente.
Pulao de Cenouras e PVT
2 xícaras de cenouras raladas ou bem picadinhas
Arroz cozido a gosto (usei umas 4 1/2 xícaras de Basmati)
1/2 colher (chá) de grãos de mostarda preta
1 cebola roxa grande picada
2 dentes de alho amassado e picado
1 Folha de Louro
1 pauzinho de canela
Cravos-da-india a gosto
1 baga de cardamomo negro ou 2 do comum
1 colher (chá) de gengibre ralado
1 xícara (chá) de TVP pronta para usar (escorrida)
Pimenta malagueta a gosto
Sal a gosto
Aqueça um pouco de óleo e coloque os grãos de mostarda. Quando pipocarem, acrescente a folha de louro e cebola. Deixe dourar. Junte o alho e a pimenta malagueta, se usar. Depois de alguns segundos, adicione o gengibre ralado, as especiarias e misture bem. Coloque a cenoura e sal. Reduza o fogo ao mínimo, tampe e deixe a cenoura amaciar um pouco. Quando estiver no ponto desejado, acrescente a PVT, mexa bem e tampe novamente. Se a mistura ficar muito seca, borrife um pouco de água para formar vapor e acrescente o arroz. Misture cuidadosamente.
Adaptado de: Prya's Kitchen
A praticidade do pronto ou semi-pronto é inegável. Cada dia aparecem mais produtos que "facilitam a vida". A indústria é criativa e sempre favorece a praticidade, mas depois que passei a ler os rótulos, me converti. Hoje, eu busco opções que estejam ao meu alcance e sejam menos processadas.

Eu não critico a opinião alheia, mas só por que certos produtos existem e são populares, não significa necessariamente que sejam ideais para mim e minha família.
Pulissery de Abacaxi
Abacaxi em cubos a gosto (eu usei umas 2 xícaras, sem o miolo)
1/2 xícara (chá) de água
1/2 colher (chá) de açafrão da terra (cúrcuma)
Sal
Cozinhe até que o abacaxi fique macio. No processador (ou liquidificador com um pouco de líquido), bata:
3 colheres (sopa) de coco ralado (ou mais, se preferir)
1/2 colher (chá) de cominho moído
1 pimenta vermelha seca
Acrescente ao abacaxi cozido e deixe cozinhar por mais 5 minutos em fogo baixo. Retire do fogo e adicione:
1 1/2 xícara de iogurte natural (quanto mais azedinho, melhor)
Misture bem. Aqueça um pouco de óleo:
1/2 colher (chá) de grãos de mostarda preta
1/2 colher (chá) de sementes de feno grego (opcional)
1/4 colher (chá) de assafétida
3-4 folhas de curry
Junte a mostarda primeiro e depois que pipocarem, acrescente as folhas de curry (se usar), e o restante dos ingredientes. Coloque por cima do pulissery. Ajuste o sal. Sirva como acompanhamento de curries secos e arroz branco.
Adaptado de: Budding Cook
Eu estava procurando meu cortador de ravióli e lembrei que nessa última viagem ao Brasil, vi diversos artigos importados no mercado. Achei que há mais produtos disponíveis e mais opções. Numa de nossas andanças rápidas pelo shopping, descobrimos até uma outra
criação de Dada, falando português. A única coisa que me espantou foi a diferença gritante de preços.
Acabamos usando um cortador de biscoito. O outro sumiu mesmo.
Eu só me dei conta de que não tinha tomates no último instante. Por isso, tivemos que improvisar com
pesto.

A massa é bem simples, muito boa de modelar e fica bem leve depois de cozida. As quantidades na receita
original são enormes. Eu fiz só um terço dela e rendeu bem. Também tive que acrescentar mais água quente para dar o ponto.
Ravioli à Moda Capresa (na íntegra)
1 1/4 xícara de água fervente
900 g de farinha de trigo
900 g de ricota
150 g de queijo parmesão ralado
2 ovos
Folhas de manjerona picada a gosto ou orégano (usei as secas)
2 dentes de alho picados
Adicione a água fervente à farinha. Mexa com um garfo até que a farinha esteja suficientemente umedecida e seja possível trabalhá-la com as mãos. Forme uma bola e deixe que descanse coberta por uns 15 min.
Misture a ricota, o parmesão, os ovos e a manjerona.
Corte a massa em pedaços e usando um rolo, abra cada pedaço em superfície polvilhada com farinha. Tente formar um retêngulo e deixá-los bem fininhos. Distribua pequenas quantidades de recheio na metade inferior do retângulo. Deixe mais ou menos um centímetro e meio de distância elas. Pincele as extremidades com clara de ovo e dobre a metade superior do retângulo por cima do recheio. Pressione as extremidades e corte cada ravióli individualmente. Ponha em assadeira ou tabuleiro polvilhado com farinha. Cozinhe em bastante água quente até que flutuem e fiquem ainda al dente ou deixe que cozinhem mais um pouco para ficar bem macios.
Uvas Roquefort
28 Jan 2009 7:15 PM (16 years ago)
Um dia, numa festa de casamento, notei essas bolinhas cuidadosamente amontoadas como um imenso cacho de uvas. Ao redor, cachos e mais cachos de uvas frescas nas mais diversas cores, tamanhos e tipos. Como muitos convidados gravitavam em torno da mesa, eu não quis enfrentar a multidão. Lá para as tantas, Dada apareceu sorrindo, mandou que eu fechasse os olhos (ele diz que adora observar minhas reações diante de comida), e colocou uma bolinha na minha boca. Foi uma surpresa. Nunca imaginei que poderiam ser doces, salgadas, cremosas e suculentas ao mesmo tempo.
As opiniões se dividem. Alguns amam e outros não. Para mim, quanto mais fininha a cobertura, melhor. Eu costumo refrigerar as bolinhas e retirar o excesso depois que firmam mais. Para quem gosta muito de cream cheese, vale tudo. As uvas maiores e mais docinhas acentuam o contraste entre o salgadinho e a cremosidade dos queijos.
A cobertura é molenga. É necessário paciência. Não é como enrolar uvas cobertas tradicionais ou brigadeiros. Eu me ajeito melhor usando duas colheres.
Uvas Roquefort
1 xícara de amêndoas, pecãs ou outro tipo de nozes moídas
250 g de cream cheese, em temperatura ambiente
100 g de Roquefort, Gorgonzola ou outro tipo de queijo azul (ou a gosto)
2 colheres (sopa) de creme de leite (dependendo da consistência do cream cheese)
Uvas vermelhas ou verdes (de preferência sem sementes, mas eu usei as Red Globe)
Misture o cream cheese, queijo azul e creme de leite (se necessário), até formar um creme. Passe as uvas nessa mistura usando uma espátula (ou duas colheres) e depois nas nozes moídas. Coloque em uma travessa forrada com papel manteiga. Cubra com filme plático e refrigere para firmar.
Fonte:Martha Stewart
Quando minha irmã e eu éramos adolescentes, minha mãe nos chamou para uma daquelas conversas entre mãe e filhas. Com um ar bem sério, ela nos disse que tínhamos que definir nossas metas e prioridades na vida. Primeiro deveríamos nos concentrar nos estudos. Depois de formadas, aí então, poderíamos pensar em namorar... E essa "coisa" de noivar e casar, só depois de aproveitar bastante a vida para que posteriormente, pudéssemos nos dedicar à família.
Quando Pisquilinha nasceu, eu não quis passar 8 horas no trabalho e deixá-la numa creche, ou aos cuidados de outra pessoa, o dia todo. Como havia seguido à risca o conselho de minha mãe, passei a trabalhar de casa para cuidar dela e dispensar-lhe toda a atenção necessária. Assim, às vezes, o Agdá tem que ficar de lado para que eu consiga dar conta de tudo.
Esse prato pode ser incrementado com coco ralado ou até ovos mexidos. A adição de ervilhas é mais comum, mas Dada prefere as vagens. Essa é uma versão mais simples e pode ser servida com chapatis ou arroz.
Thoran de Couve-Flor e Vagem
1 couve-flor picado
1 xícara (chá) de vagens picadas
1/2 colher (chá) de grãos de mostarda preta
1/4 colher (chá) de sementes de cominho
1 cebola média picada
Pimenta malagueta a gosto
1 dente de alho amassado e picado
1/2 colher (chá) de gengibre ralado
1/4 colher (chá) de açafrão-da-terra
Folhas de curry
Sal a gosto
Óleo de sua preferência
Aqueça um pouco de óleo em fogo médio-baixo. Coloque os grãos de mostarda e o cominho. Quando começarem a pipocar, acrescente as folhas de curry, a cebola picada e a pimenta malagueta. Quando a cebola começar a dourar, adicione o alho e mexa bem. Ponha o gengibre, o açafrão-da-terra. Mexa e coloque a couve-flor e a vagem. Acrescente sal, cubra e deixe cozinhar em fogo baixo, mexendo de vez em quando, até a verdura amaciar. Se preferir, sirva com coco ralado por cima.Adaptado de: Vij's Diary

Uma pergunta que sempre me fazem no Brasil, é se eu não sinto falta "daqui " quando estou lá. A resposta é muito simples. Quando volto para "cá", sinto falta de Ju (ajudante de minha mãe), de Cris (prima de Ju) que toma conta de Pisquilinha o tempo todo... Do rapaz que, toda semana, traz o coco verde já prontinho para abrir e beber... Da moça que faz cocadas e iguarias maravilhosas e entrega em casa... Da baiana conhecida que prepara os acarajés miúdinhos sob encomendas... e pra ser sincera, eu morro de saudades até dos frentistas nos postos de gasolina, uma comodidade inexistente aqui.
O que mais me encantou na receita foi a idéia de "assar" o molho. Geniosa! Mas qualquer outro funciona do mesmo jeito. O sabor clássico da versão tradicional é incrementado com a mozarela (ou também muçarela, segundo Houaiss) defumada. Como os queijos defumados tendem a ser intensos, às vezes, eu misturo com a mozarela comum para equilibrar o sabor. Tudo depende do gosto.
Quero ver ainda se uso filés de frango, sem empanar. Mas para não quebrar a dieta vegerariana de Dada, vou ter que aguardar as próximas visitas. Eu experimentei essa receita quando meus amigos vieram conhecer a neve. E para não dizer que não falei nela...
Pisquilinha se divertiu tanto, que agora quer morar no "Polo Norte" para ter neve todo dia.
Frango com Mozarela Defumada
1a. Etapa
A mistura de temperos está na íntegra, mas eu só preparei 1/3 dela :
2 1/2 colheres (sopa) de páprica
2 colheres (sopa) de sal (preferi deixar a mistura sem)
2 colheres (sopa) de alho em pó
1 colher (sopa) de pimenta do reino
1 colher (sopa) de cebola em pó
1 colher (sopa) de pimenta vermelha em pó
1 colher (sopa) de orégano
1 colher (sopa) de tomilho
Misturei tudo e coloquei num vasilhame bem fechado. Temperei o frango com 2 colheres de chá da mistura, adicionei sal e deixei na geladeira até o dia seguinte.
2a parte
Molho de Tomate ao forno
(as proporções podem variar a gosto e conforme a quantidade que se quer preparar)
Tomates cortados ao meio, sem sementes
Dentes de alho, descascados
Orégano fresco a gosto (usei o seco)
Azeite de oliva a gosto
Pimenta do reino a gosto
Sal a gosto
Folhas de manjericão
Preheat the oven to 400 degrees F.
Misture todos os ingredientes e leve ao forno (200 C) por uns 20 ou 30 min, até os tomates começarem a murchar. Retire do forno, vire os tomates e torne a colocar no forno até quase todo o líquido evaporar e ficar tudo bem corado, cerca de 20 a 30 min. Deixe esfriar um pouco, transfira para o processador ou liquidificador. Se necessário, divida em porções e acrescente um pouco de caldo de verduras ou frango para atingir a consistência desejada. O molho deve ser consistente, não deve ficar ralo. Use logo ou deixe esfriar completamente e refrigere em vasilhame apropriado por até 4 dias.
3a. Etapa
1/4 xícara de farinha de trigo
1 ovo batido
2 colheres (sopa) de leite (não achei necessário)
3/4 xícara (chá) de farinha de pão
Óleo de sua preferência (usei azeite de oliva)
Sal a gosto
Passe o frango na farinha de trigo, no ovo batido e por último, na farinha de pão. Coloque no óleo aquecido e deixe somente dourar a parte externa. Ele não fica pronto nessa etapa, vai terminar o cozimento no forno.
Unte um recipiente refratário e coloque o frango preparado. Cubra com parte do molho e finalize com a mozarela. Leve ao forno (180 C) para acabar de assar o frango e gratinar a mozarela, cerca de 15 a 20 min (o tempo pode variar para mais ou até menos, dependendo da espessura dos peitos de frango).
Se preferir servir com alguma massa, utilize o mesmo molho e sirva com parmesão e manjericão.Fonte Tasty Planner

Eu ainda não consegui voltar ao blog de vez. Estou às voltas com algumas atividades minhas e de Pisquilinha. Depois da neve, ela agora inventou de aprender a patinar no gelo. Tenham paciência que aos pouquinhos voltaremos ao normal.
Sempre que retornamos de Salvador, Dada me fala que não quer ver carne, de espécie alguma, por um bom tempo. Eu acho bem mais fácil planejar e preparar refeições vegetarianas. Esse arroz é simples e muito perfumado. Dá para perceber que Pisquilinha ajudou?
A palha (folha) de banana acrescenta um sabor e aroma todo especial. Me faz lembrar do abará na Bahia. É fácil encontrar as folhas congeladas aqui, mas dizem que papel de alumínio também serve se feito no forno em vez do vapor. Vale a pena tentar.
Depois, é só deixar o pessoal abrir... e tchan, tchan, tchan, tchan...
Mãos à obra.
Arroz em Folha de Banana
Arroz branco cozido (usei umas 4 xícaras)
1 tomate maduro, sem sementes
1 colher (chá) de grãos de mostarda preta
Folhas de curry (opcional)
1 cebola média ralada
2 dentes de alho (mais, se preferir)
Pimenta malagueta vermelha, a gosto
1 colher (chá) de gengibre ralado (ou a gosto)
2 colheres (sopa) de coco ralado
Passe o tomate no processador. Reserve. Passe, a cebola, o alho, a pimenta, o gengibre e o coco (juntos). Deixe formar uma mistura fininha. Aqueça um pouco de óleo (eu uso azeite de oliva) e coloque os grãos de mostarda. Quando pipocarem, acrescente as folhas de curry e logo em seguida, o creme processado. Deixe reduzir um pouco e junte:
1/4 colher (chá) de açafrão-da-terra (cúrcuma)
2 colheres (chá) de sementes de coentro moídas
1 colher (chá) de sementes de cominho moídas
1 baga de cardamomo moída
Sal a gosto
Mexa sempre e quando formar uma pasta espessa, acrescente o purê de tomate processado.
Deixe evaporar novamente, mas não permita que a mistura fique muito seca. Arrume um pouco de arroz em pedaços de folha de banana, coloque a mistura de condimentos por cima e, com cuidado, feche os pacotinhos. Antes de servir, cozinhe no vapor por uns 15 ou 20 min.
Adaptado de: Arundathi
Novo Ano
6 Jan 2009 10:58 AM (16 years ago)
E como diz o ditado: "Quem é vivo sempre aparece". Voltamos das férias prolongadas. Muito obrigada a todos que passaram por aqui. Eu confesso que não consegui chegar perto do computador nessas últimas semanas. Responderei aos e-mails assim que possível.
A viagem ao Brasil foi repentina e não planejada. Quando soube da tarifa da American Airlines no novo vôo direto para Salvador, foi impossível deixar passar a oportunidade. O único impecílio, a escola de Pisquilinha, foi resolvido com um programa de estudos independentes traçado pela professora. E lá fomos nós rumo à terrinha.

Ficamos a maior parte do tempo com familiares fora da cidade. Assim, matei as saudades de todos e Dada teve seu merecido descanso, dividindo-se entre os momentos em família, o silêncio de longas caminhadas meditativas e muitas sonecas na rede. Pisquilinha e os primos pitaram o sete juntos. Pescaram, correram atrás de pintinhos e inventaram muita arte.
Quando menos esperamos, estávamos deixando para trás rostos cobertos de lágrimas e trazendo lembranças do calor humano, afeição e muita comida boa. Graças ainda ao novo vôo, voltamos com visitas e uma missão, levá-los para ver neve.
O tema do momento é o
Thanksgiving. As abóboras dão lugar aos perus e
cornucópias, os símbolos da comemoração. Todos aguardam ansiosamente o feriado prolongado e a abertura oficial da estação de compras para o Natal.
Nessa época, escurece mais cedo e os dias são mais curtos. Parece que estamos sempre correndo contra o tempo. Minha lista de afazeres aumenta a cada dia... cartões de Natal, lembrancinhas da escola, das professoras, enfeites, decoração... Nada importíssimo, mas eu nem sei por onde começar...
Eu gostei muito da combinação de sabores nesse prato. Além de ser muito rápido e fácil de preparar, é bem leve. A união do espinafre, do Gorgonzola e da pimenta é harmoniosa. O único problema foi a utilização de tomatinhos. Quando partidos, se desmancharam no molho e a pele visível não ficou nada agradável. Deixei alguns inteiros, mas a pele e os carocinhos me incomodaram na hora de comer. Doravante, usarei apenas tomates comuns.
Macarrão ao Molho de Gorgonzola, Tomates e Espinafre
Macarrão de sua preferência, cozido (preparei o suficiente para duas pessoas)
1/2 colher (chá) de azeite de oliva
1 xícara (chá) de tomates cereja (acho que os comuns ficariam melhor)
Sal a gosto
Pimenta calabresa a gosto
2 dentes de alho picados e amassados
6 colheres (sopa) de creme de leite, half-and-half ( ou 3 de creme e 6 de leite)
3 colheres (sopa) de Gorgonzola, em pedaços
1 xícara (chá) de espinafre fresco
Aqueça o azeite de oliva, acrescente o alho e a pimenta calabresa. Mexa bem, junte os tomates e deixe por alguns minutos. Coloque o creme de leite, gorgonzola e sal. Cozinhe por alguns minutos em fogo médio-baixo mexendo sempre. Acrescente o espinafre e o macarrão. Tampe e deixe por mais 1 minuto ou até que o espinafre murche.
Fonte: Cooking Light
Dois motivos nos levaram novamente à Disney. O primeiro é que Dada tinha que ir à Los Angeles e segundo, foi o presente de aniversário que Pisquilinha pediu.
Em termos de imaginação e fantasia, Disney é realmente insuperável. Em marketing também. Havia milhares de produtos lindos e diferentes só com o tema do Halloween.
É difícil resistir. Dá vontade de comprar tudo, mas os precinhos não são nada camaradas.
Eu adoro as vitrines. São todas muito lindas e feitas com esmero.
Muitas canecas e luminárias.
É tudo tão arrumadinho... Um colírio para os olhos.
Até os guardanapos...
E copos descartáveis.
O ponto alto do passeio foi a nova atração, a Terra das Fadas e
Tinker Bell
Pisquilinha realmente acreditou que o pó mágico das fadinhas reduziu nosso tamanho...
E depois, nem queria tomar banho para não remover o tal pozinho...
Comida não é o assunto preferido dela, mas as maçãs cobertas do
Bosque dos 100 Acres fizeram enorme sucesso.

O único lugar que ela não fez questão de visitar foi a Mansão Assombrada.
Como todas as crianças daqui, Pisquilinha fica muito empolgada com o Halloween. Agora maiorzinha e entendendo mais as coisas, ela escolheu a fantasia, as abóboras para esculpir e até entrou no clima de teias de aranha, morcegos e esqueletos. Eu acho tudo bonitinho e engraçadinho, mas para mim não há o mesmo fascínio das quadrilhas no São João, do carnaval e de tantas tradições e festas no Brasil. De qualquer forma, como vivemos aqui e tudo isso faz parte das comemorações que ela vivenciará sempre, tentamos fazer com que ela aproveite ao máximo toda a animação e bafafá. Esse ano, de última hora, Dada inventou passar o Halloween na Disneylândia. Eu creio que essas memórias serão inesquecíveis para ela.
Postarei mais fotos amanhã. Acabamos de chegar e eu só quero cair na cama e dormir. O horário de verão acabou ontem e eu ainda estou completamente desnorteada.
Podi
29 Oct 2008 12:50 AM (16 years ago)

Podi é um tipo de paçoca salgada e picante. É geralmente servido como acompanhamento em refeições ou usado como condimento. Em algumas regiões da Índia, costuma-se misturá-lo a
ghee.
Amendoim assim passadinho me lembra das férias na casa de vovó. Ela preparava quantidades enormes de paçoca doce e guardava numa latinha, na prateleira mais baixa da despensa. Várias vezes no decorrer do dia, corríamos e tirávamos colheradas e mais colheradas da "areiazinha" gostosa. Assim é podi, dá vontade de comer o tempo todo.
Pesquisando sobre paçoca, encontrei como definição "comida caipira". Ao checar "caipira", encontrei:
Sinônimos Baiano, botocudo, brocoió, bruaqueiro, caboclo, caburé, caiçara, capiau, capicongo, casca-grossa, jeca, jeca-tatu, macaqueiro, mandioqueiro, mateiro, matuto, mocó, mocorongo, mucufo, pé-duro, pé-no-chão, restingueiro, roceiro, sertanejo, sitiano, tabaréu, tapiocano, bronco
Antônimos
Citadino, cosmopolita, elegante, fino, sofisticado, urbano
Assim, só posso dizer que sou baiana, soteropolitana e "caipira"... e ponto final.
Podi
1 xícara (chá) de amendoim torrado com casca
1 colher (sopa) de coco seco ralado
Pedacinhos de tamarindo seco a gosto
1 colher (chá) de cominho moído ou as sementes inteiras (mais, se desejar)
Pimenta vermelha seca a gosto
Folhas de curry (opcional)
Sal a gosto
Numa frigideira, aqueça levemente todos os ingredientes. Triture tudo e guarde em vasilhame hermeticamente fechado.
Papeta Par Eeda
26 Oct 2008 11:00 PM (16 years ago)

Ovos com batatas ao estilo parse (ou pársi) é um prato simples, de sabor intenso e que sacia. Os ovos podem vir inteiros sobre a base de batatas picantes ou batidos e misturados como uma fritada. São muito consumidos no café-da-manhã, mas caem bem a qualquer hora. Os parses/pársis são praticantes do
Zoroastrismo persa. Eles se estabeleceram na Índia por volta do século X.
Conta a lenda que ao nascer, o profeta Zoroastro (também conhecido como Zaratustra) sorriu ao invés de chorar e segundo dizem, a religião que ele pregou espalhou-se pelo Irã e outros países, influenciando o judaísmo, o cristianismo, o pensamento grego e islâmico. Acredita-se que existam apenas 200 mil zoroastrianos no mundo inteiro. A maioria no Irã e na Índia, onde a essência da religião e suas tradições são preservadas. Os parses são, em geral, bastante conservadores e se opõem ao proselitismo, ou seja, não aceitam conversões. Para poder frequentar templos, rituais e cerimônias parses, o indivíduo tem que ser descendente direto e legítimo.

O casamento de parses com seguidores de outras religiões são raros, mas não são incomuns.
Papeta Par Eeda
4 ou 5 batatas médias em cubos
1 colher (sopa) de óleo (usei azeite de oliva)
1/2 clher (chá) de sementes de mostarda preta
1/4 colher (chá) de asafétida
2 pimentas malaguetas picadas ou partidas ao meio (ou a gosto)
Folhas de curry (opcional)
1/4 colher (chá) de açafrão-da-terra (cúrcuma)
1 2 colheres (chá) de gengibre ralado (mais, se preferir ou é opcional)
Sal a gosto
1/4 xícara de coentro fresco picado (não coloquei)
3 ovos inteiros e 3 egg claras (eu prefiro assim para balancear) batidos
Aqueça o óleo e coloque as sementes de mostarda. Depois que pipocarem junte a asafétida. Logo em seguida, ponha as folhas de curry, a pimenta picada, o gengibre e o açafrão-da-terra. Coloque as batatas, sal e água suficiente para que amaciem sem ficar com caldo, cerca de 1/2 xícara ou talvez até menos, dependendo do tipo de batatas utilizado. Cubra e deixe em fogo médio-baixo até que estejam no ponto desejado e o líquido tenha evaporado. Se desejar usar coentro, pouco antes de agregar os ovos batidos com um pouquinho de sal, espalhe-o por cima das batatas e torne a cobrir. Após alguns segundos, junte os ovos e cubra. Deixe cozinhar até ficar bem firme.
O coentro está reinando no evento Rei da Quinzena do
Colher de Tacho. Há muito que eu não participo mas coincidentemente, preparei esse curry hoje.
Antes de conhecer indianos de várias regiões da Índia, eu fazia uma imagem bem esterotipada e generalizada deles. Me surpreendi muito ao descobrir que, ao contrário do que eu acreditava, alguns deles comem carne de boi, porco, frango e peixes. Aos poucos, fui desmistificando e entendendo que, como diz minha mãe, os dedos das mãos são irmãos mas não são iguais. Nem todos os indianos são vegetarianos ou consideram a vaca um animal sagrado. No sul do país, há cristãos e muçulmanos, ávidos consumidores de carne vermelha. Lá, em alguns estados, até os seguidores do hinduísmo, geralmente vegetarianos, comem peixe com frequência.
Se as amêndoas forem descascadas, o curry fica bem branquinho, mas eu gosto do contraste dos pontinhos marrons. Algumas receitas usam castanhas-de-caju.
Edição: Eu esqueci de mencionar que também adicionei um anis estrelado.
Curry Branco de Panir e Amêndoas
200 g de panir em cubos
Folhas de curry ( opcional)
1 cebola picada bem miudinho
3 colheres (sopa) de amêndoas levemente torradas (mais, se preferir)
2 bagas de cardamomos
2 cravos-da-índia
1 pauzinho de canela
1 folha de louro
Pimenta malagueta inteira a gosto (usei 2)
1 colher (chá) de coentro em pó (as sementes moídas)
1/2 xícara (chá) de creme de leite (usei Half & Half desnatado)
1/2 colher (chá) de sugar
1 colher (sopa) de ghee (eu uso azeite de oliva)
Sal a gosto
Pimenta-do-reino a gosto
3 dentes de alho, picados e amassados
1 colher (chá) de gengibre ralado (mais, se desejar)
1/2 xícara de água quente
Passe as amêndoas no liquidificador com água suficiente para formar a consistência de vitamina grossa. Aqueça o óleo (ou ghee) e acrescente as bagas de cardamomo partidas, os cravos, a canela, folha de louro e as folhas de curry. Mexa por meio minuto. Acrescente a cebola picada e deixe dourar. Adicione o alho e o gengibre. Mexa sem parar e quando ficarem bem aromáticos, junte o coentro em pó e a pimenta malagueta partida no meio. Logo em seguida, ponha a mistura de amêndoas, a 1/2 xícara de água, sal, açúcar e a pimenta-do-reino. Reduza o fogo, cubra e deixe cozinhar por uns 20 min. Mexa de vez em quando para evitar que grude no fundo. Junte o panir e cubra novamente. se estiver muito grosso junte um pinguinho mais de água. Deixe cozinhar tampado por mais uns 15 minutos. A mistura deve estar grossa. Adicione o creme de leite, ajuste o sal e quando começar a ferver, desligue o fogo. Sirva imediatamente com arroz branco ou algum pulao.
Adaptado de: Tarla Dalal
As casas aqui na vizinhança já estão enfeitadas para o Halloween. Todos os anos, o pessoal costuma gastar muito em produtos para decoração e iluminação. Esse ano, com a tão falada recessão, eu notei um certo declínio na oferta e demanda pelos enfeites. Há muitas teias de aranha, lápides e esqueletos feitos com material reciclado. Pisquilinha decidiu fantasiar-se de princesa Jasmine, a preferida dela. Eu fiquei contente com a escolha pois detesto o aspecto fantasmagórico dessa comemoração. O único problema é que no clã das princesas, Jasmine não parece ter muita popularidade e eu tive que correr os quatro cantos para conseguir a tal fantasia.
Chana dal é o grão-de-bico indiano, sem pele e partido. Esse pulao lembra
kitchari mas a adição do cardamomo negro modifica completamente o sabor. Essa especiaria é venerada por uns e odiada por outros. Seu aroma forte e mentolado não é do agrado de todos. Eu simpatizo com o toque exótico dele, apesar do cheiro de remédio.
Pulao de Chana Dal
1 xícara (chá) de arroz Basmati
1/2 xícara (chá) de chana dal (grão-de-bico, sem pele e partido)
1/2 colher (chá) de cominho (eu prefiro moer, mas alguns deixam inteiro)
1/2 colher (chá) de pimenta-do-reino moída
4 cravos-da-índia
2 pauzinhos de canela
2 bagas de cardamomo negro (se não tiver, deixe sem ou use o comum )
2 folhas de louro
2 e 2/3 xícara (chá) de água (mais se necessário)
Sal a gosto
Espinafre fresco picado a gosto
Deixe os grãos de chana dal de molho por no mínimo 2 horas. Leve ao fogo em água e sal para pré-cozer os grãos. Cozinhe por uns 15 min ou até que comecem a amaciar. Escorra e reserve. Ao líquido do cozimento, adicione água suficiente para formar as 2 e 2/3 de xícaras necessárias. Leve ao fogo até ferver.
Aqueça um pouco de óleo, adicione a canela, o cardamomo, cravos, folha de louro e cominho. Mexa por algum tempo tomando cuidado para que não queimem. Ponha o arroz e mexa bem por uns 3 minutos. Adicione os grãos escorridos e continue a mexer. Junte a água já medida e aquecida. Cubra, reduza o fogo ao mínimo possível e deixe cozinhar até secar. Verifique se os grãos ficaram macios. Caso contrário, será necessário acrescentar mais um pouco de água e deixar secar novamente. Cuidado para não colocar água demais. Desligue o fogo. Coloque o espinafre picado por cima do arroz e para não desprender o vapor, tape a borda da panela com uma folha de papel alumínio e tampe. Depois de algum tempo, abra, misture cuidadosamente com um garfo e sirva.
Adaptado de: Simply Spicy

Pisquilinha essa semana completou 5 anos. Ultimamente, ela anda muito curiosa para saber como veio ao mundo, de que tamanho era e com quem se parecia. Esse fim-de-semana, Dada virou a garagem de cabeça para baixo, desencaixotou albuns e vídeos e nós entramos no túnel do tempo. Demos muita risada relembrando. Ela se divertiu fazendo perguntas de todo tipo.
É incrível como passa rápido. Parece que foi ontem que Dada e eu estávamos enaltecidos, atrapalhados e exaustos cuidando daquela coisinha "piquititica".
Purê de Abobrinha com Queijo Feta
1/2 kg de abobrinhas cortadas em fatias grossas
1 colher (sopa) de suco de limão
1 colher (sopa) de azeite de oliva
Sal a gosto
1/2 colher (chá) de cúmel (alcaravia)
1/2 colher (chá) de coentro em pó (as sementes moídas)
1/2 colher (chá) harissa (mais, se desejar)
1 dente de alho picado e amassado
Queijo feta a gosto
Cozinhe as abobrinhas em pouca água por uns 15 minutos, ou até que fiquem bem macias. Escorra bem e amasse ainda quentes, escorra novamente, se necessário, e reserve.
Misture o suco de limão aos outros 6 ingredientes. Mexa bem e sirva com o queijo feta esmigalhado por cima, e acompanhado de pão sírio, libanês ou pita (como chamam agora).
Fonte: Cooking Light
Rasgullas
15 Oct 2008 11:00 PM (16 years ago)
Ontem fomos comemorar o lançamento da mais nova criação de Dada,
Elmo Live. Ele é uma daquelas pessoas que têm a sorte de fazer o que gostam. Brinquedo é o que ele mais curte e como
designer de brinquedos, ele tem como ofício dar vida à imaginação das crianças. É uma alegria ver o sorrisão orgulhoso de Pisquilinha contemplando e "utilizando" as inúmeras invenções do pai. Sem falar que ela é a testadora oficial.
Sempre me solicitam receitas de sobremesas indianas.
Rasmalai e rasgullas são fáceis e rápidos de fazer. Tão simples como
panir. Dizem que os rasgullas foram inventados no estado de Orissa, no norte da Índia, e depois se espalharam por toda a parte.
Essas bolinhas envolvidas na calda levemente adocicada e aromatizada são muito refrescantes. Elas também podem ser usadas para fazer rasmalai. É só preparar a calda de leite, cardamomo e açúcar, deixar reduzir um pouco no fogo e colocar as bolinhas já prontas dentro. Na hora de servir (morno ou gelado) polvilha-se pistaches ou amêndoas picadas por cima.
Rasgullas
4 1/2 xícaras (chá) de leite
2 colheres (sopa) de suco de limão
4 1/2 xícaras (chá) de água
1 1/2 xícaras (chá) de açúcar (só usei uma, mas a calda pode ser adoçada a gosto) Cardamomo em pó a gosto
Aqueça o leite e adicione o suco de limão quando começar a ferver. Assim que talhar, escorra num paninho bem fino (aquele de fraldinha). Lave bem com água fria e deixe escorrer. Aperte bem para retirar todo o líquido. Faça uma bola e coloque em superfície lisa. Como se estivesse sovando massa de pão, pressione um pouco com a palma da mão, esfregando contra a superfície e puxe novamente para o centro. Quando obtiver uma massa lisa, faça bolinhas entre as palmas das mãos, como brigadeiros. Coloque-as num prato.
Aqueça a água, o açúcar. Deixe ferver e reduzir um pouco. Coloque as bolinhas nessa calda e deixe que cozinhem cobertas em fogo médio alto por cerca de 7 a 10 min. Podem ser feitas também na panela de pressão por uns 4 ou 5 min, eu diria. Retire as bolinhas da calda e coloque numa vasilha. coloque apenas parte da calda por cima. O suficiente para que fiquem submersas. Polvilhe o cardamomo em pó por cima. Podem ser servidas mornas ou geladas e com pistache picado. Eu prefiro bem geladinhas e puras.
Fonte: Malliga's Kitchen
Dizem que na Bahia, nada dura muito. Tudo vem e passa, como o vento e as ondas do mar. A lanchonete onde eu descobri esse sanduíche já não existe mais, no entanto, ele virou uma mania, uma espécie de vício para mim.

A casa ficava na esquina do Campo Grande, a praça que aparece nas transmissões do carnaval. Eu costumava andar do campus da universidade até o trabalho naquelas imediações. Todas as manhãs, merendava lá. Naquela época, tudo pesava no bolso. Além de ser o item mais barato do cardápio, o sanduíche de banana era o que havia de mais saudável. Eu vinha pelo caminho sonhando com o cheirinho da canela e queijo derretendo... Enquanto esperava sem pressa, papeava com os colegas.
É muito simples, basta combinar pão, manteiga (para quem usa), fatias de banana, queijo e canela de boa qualidade. Eu ainda não provei a
canela do Sri Lanka, que dizem ser a melhor, e por enquanto, uso a do Vietnã que tem um sabor fantástico. Depois, é só aquecer o sanduíche numa frigideira até dourar e o queijo derreter por completo.
Nada como relembrar dos velhos tempos.
Como eu nasci e me criei em Salvador, acho fascinante observar a mudança de estações. O outono é uma época bonita. As folhas amarelam, caem e deixam uma certa nostalgia no ar. As tardes esfriam e o final do horário de verão (2 de novembro) anuncia o inverno que chegará em breve.
Embora alguns tentem aproveitar ao máximo os últimos dias de quentura, encontramos bem poucas pessoas em nossas caminhadas. Para muitos, agora é tempo ficar em casa e fazer pães.
Essa receita lembra uma
outra da qual gostamos muito. O pão ficou bem dourado (até um pouco demais), macio e perfumadíssimo. Pisquilinha não se conteve e comeu um todinho, ainda quentinho. Um verdadeiro milagre que não acontece todo dia.
Ela está ficando cada vez mais exigente. Hoje, determinou que os pãozinhos aparecessem nas fotos sozinhos. O meu era "muito grandão e tomaria todo o espaço".
Edição: Eu havia mencionado anteriormente que testei a receita para o evento de Rita Palita, mas não sabia que a participação estava condicionada ao uso do logo.
Pão com Queijo Cottage, Endro e Wasabi
2 envelopes de fermento p/ pão (7 g cada)
2 colheres (sopa) de açúcar granulado
2 colheres (sopa) de cebola picada (usei 3)
1 colher (chá) de fermento p/ bolo
4 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo (precisei de mais e usei a especial p/ pão, não branqueada)
1/2 xícara (chá) de água morna
2 xícaras (chá) de queijo cottage (usei o desnatado, de grão pequeno)
2 colheres (sopa) de endro fresco picado (mais, se preferir)
2 colheres (chá) de sal (usei apenas uma)
2 ovos
1 colher (sopa) de óleo (usei azeite de oliva)
1/2 colher (sopa) de wasabi em pó (opcional)
Dissolva o fermento p/ pão e 1 colher (chá) do açúcar na água morna. Deixe descansar em lugar abafado por 5 min.
Na batedeira com o gancho ou manualmente, misture o queijo cottage, a cebola, endro, sal, fermento p/ bolo, o restante do açúcar , óleo, wasabi e os ovos. Junte o fermento reservado, que já deve ter crescido. Aos poucos, adicione farinha suficiente para formar uma bolota molenga. Sove, numa superfície untada com óleo, até ficar macia e elástica. Cuidado para não adicionar farinha demais. A massa tende mesmo a ficar ainda pegajosa. Coloque numa tigela untada, pincele com óleo, cubra e deixe crescer em lugar aquecido até dobrar de volume (cerca de 1h).
Desinfle a massa. Divida em duas porções iguais (eu usei formas pequenas também). Abra cada porção com os dedos formando um retângulo. Enrole e belisque a ponta, pressionando bem (como uma costura). Coloque em forma de bolo inglês bem untada, com a "costura" para baixo. Pincele com óleo, cubra com um pano seco e deixe crescer novamente por 1h.
Preaqueça o forno a 200º C. Antes, ajuste a altura das grades. para que fiquem bem próximas. Coloque uma assadeira vazia na inferior. Antes de levar a massa ao forno, borrife um pouco de água na assadeira para formar vapor. Asse os pães por 30 minutos, até dourarem bem. Pincele-os com azeite de oliva ou manteiga derretida (como eu usei ovos batidos, pincelei antes de saírem do forno) e deixe esfriarem numa grade.
Adaptado de: Cooks & SlashFood
Manteiga de Maçã
6 Oct 2008 11:00 PM (16 years ago)
Depois que as visitas se vão a casa fica vazia... Eu admito que fiquei cansada, mas é tão gostoso sair da rotina, receber amigos e esquecer da vida com eles.
Nessa época, um programa comum aqui é levar as crianças ao pomar para colher maçãs. Elas adoram. O problema é depois encontrar uma maneira de consumir a farta colheita.
Segundo a receita original, todos os condimentos podem ser ajustados, porém, a redução da canela altera a cor final da
apple butter que deve ser escura. Algumas pessoas adicionam um pouco de suco de maçã ou sidra para ajudar no cozimento e concentrar o sabor. Eu usei a panela elétrica para ganhar tempo e preparar durante a noite, mas no fogão, é recomendável observar e mexer constantemente.
Manteiga de Maçã
2 1/2 kg de maçãs descascadas e picadas e transformadas em purê (usei o processador)
1 xícara de açúcar comum
1 xícara de açúcar mascavo escuro
4 colheres (chá) de canela (ou a gosto)
1 colher (chá) de pimenta-da-jamaica
½ colher (chá) de gengibre ralado
½ colher (chá) de de cravo-da índia em pó
¼ colher (chá) de sal
1 colher (chá) de noz-moscada
Misture os ingredientes numa tigela e agregue às maçãs ou ao purê de maçãs numa panela grande. Cubra e cozinhe no mínimo (fogo bem baixo) até evaporar, engrossar e escurecer. Descubra e deixe terminar de engrossar. Remova do fogo. Ponha em vidros esterilizados e secos. Refrigere.
Adaptado de: Eat N Vegan

Eu ainda não descobri a razão do nome, mas
dizem que em Cingapura (
também Singapura) não existe, ou melhor, é diferente da versão com curry encontrada nos restaurantes chineses daqui.
Esse pó amarelado, que tem o poder de transformar tudo em "curry", é ignorado pela comunidade indiana. Acredita-se que foi inventado pelos ocidentais, numa tentativa de comercializar as misturas de especiarias utilizadas na preparação dos curries indianos. Dizem também, que apesar de não ser consumido pela grande maioria da população na Índia, a demanda externa é tanta que passou a ser produzido lá também. A composição e o sabor variam muito conforme o fabricante.
Eu prefiro assim simples, picante, só com camarão e cheio de verduras.
Macarrão Singapura
Macarrão bem fininho
3 dentes de alho, picados e amassados
1 cebola em fatias finas ou pétalas
1/2 pimentão verde em tiras finas (pode ser o vermelho também)
1 cenoura em tirinhas bem finas
Camarões frescos ou pré-cozidos congelados a gosto
1 xícara de brotos de feijão (moyashi)
2 colheres (sopa) de molho de soja (shoyu)
2 colheres (sopa) de curry em pó (mais, se preferir)
Pimenta malagueta (opcional)
1/4 xícara (chá) de água quente
Óleo de gergelim (ou outro qualquer)
Cebolinha verde picada
1 ovo batido
Aqueça um pouco de óleo em fogo alto e coloque o ovo batido. Faça uma panquequinha e depois de fria, corte em tirinhas ou simplesmente corte com a ponta da espátula na própria frigideira ou panela wok. Remova da panela e reserve. Limpe a panela, aqueça mais um pouco de óleo e acrescente o alho. Mexendo rápido, acrescente a cebola, a pimenta (se usar) e a cenoura. Mexa bem. Ponha o pimentão. Sem parar de mexer, adicione o curry, os camarões, molho shoyu e um pouco de sal. Acrescente a água quente, tampe e deixe cozinhar em fogo alto por alguns minutos de (3 a 5, até o camarão ficar rosadinho). Destampe e acrescente o macarrão, os brotos de feijão, o ovo preparado reservado e a cebolinha verde. Misture bem e sirva imediatamente.
Adaptado de: Allrecipes